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RELATÓRIO
FINAL
SEMINÁRIO SOBRE DIABETES,
CONTROLE SOCIAL E PROMOÇÃO À SAÚDE
Realizado no
dia
18 DE OUTUBRO DE 2008 DAS 9 ÀS 15h
LOCAL: AUDITÓRIO DA SEDUC DE
PRAIA GRANDE – Rua José Borges Neto, 50 – Vila Mirim (ao
lado da Prefeitura).
Público Alvo: Gestores Estadual e Municipais de Saúde,
Profissionais de Saúde, Agentes Comunitários e
Representantes da Sociedade Civil.
Dados estatísticos:
Inscrições: 202
Presentes: 154
Testes de glicemia capilar:
Total de testes: 145
Glicemia acima de 140mg/dl:
Possíveis novos casos:
07 pessoas apresentaram alterações, não estavam de jejum, não
sabiam ter diabetes, foram orientadas a procurar a unidade
básica de saúde.
Possuem diabetes:
12 pessoas apresentaram alterações, 3 estavam de jejum e 9
não.
Glicemia abaixo de 140mg/dl:
29 pessoas, possuem diabetes
97 pessoas, não possuem diabetes.
9:40h. Abertura
–
O Presidente da Associação de Diabetes Doces Amigos, José
Ricardo, dá boas vindas aos participantes, agradecendo o
patrocínio da Bayer Diabetes Care, o apoio da Secretaria de
Educação e Saúde de Praia Grande e da RNPD e aos voluntários
que trabalharam para realização deste evento. Fala sobre os
objetivos deste seminário:
Seminário:
Diabetes, controle social e promoção
à
Saúde.
dia 18/10/08 em Praia Grande.
Objetivos:
- promover educação em diabetes
- esclarecer os direitos e deveres
- incentivar o exercício da cidadania
- captar voluntários em Praia Grande.
Em seguida apresenta o primeiro palestrante:
10:00h. O que é Diabetes, principais sintomas,
monitoramento, e suas complicações. Palestrante: Dr. Sergio
Paulo Nascimento – representante da Secretaria de Saúde de
Praia Grande.
Palestrante: Dr. Sergio Paulo Nascimento
O Dr. Sergio Paulo, agradece o convite e parabeniza a
Associação Doces Amigos pelo evento, coordenador do programa
da saúde da familial de Praia Grande.
Inicia sua apresentação. explicando o metabolismo dos
carboidratos:
Síndrome metabólica caracterizada por uma deficiência de
insulina absoluta ou relativa decorrente de:
•
Secreção deficiente de insulina pelo pâncreas e/ou
• Ação
deficiente da insulina nos tecidos (resistência insulínica)
•
Caracteriza-se por glicemia (“açúcar”) cronicamente elevada
no sangue.
EPIDEMIOLOGIA DO DIABETES MELLITUS:
• 3 a 5%
da população tem diabetes (cerca da metade dos pacientes
desconhece sua doença).
• Brasil
- prevalência de 7,6%.
•
Importante problema de saúde pública.
• Causa
mais freqüente de mortalidade por problemas
cardiovasculares.
• 6a
causa mais freqüente de internação hospitalar.
•
Principal causa de amputação de membros inferiores (pés e
pernas).
•
Principal causa de cegueira adquirida.
• 26%
dos pacientes que ingressam em programas de diálise são
diabéticos.
FATORES
DE RISCO:
• Idade
> 45 anos
•
História familiar de Diabetes Mellitus
•
Obesidade
•
Sedentarismo
•
Diabetes Mellitus gestacional prévio
•
Macrossomia ou história de abortos de repetição ou
mortalidade perinatal
• Uso de
medicações hiperglicemiantes (que aumentam a glicose no
sangue - corticóides, beta-bloqueadores)
O
Paciente Diabético Pode Apresentar Múltiplos Fatores de
Risco Cardio V
ascular:
•
Colesterol Alto
•
Hipertensão
•
Tabagismo
•
Resistência à Insulina
•
Obesidade
•
Histórico familial de aterosclerose
CLASSIFICAÇÃO DO DIABETES MELLITUS:
Tipo
1:
“Juvenil” ou “insulino-dependente” - depende do tratamento
com insulina.
Início
abrupto, quadro clínico com muitos sintomas
Tipo
2:
“
Adulto” ou “não-insulino-dependente” - não depende do
tratamento com insulina.
Início
lento, com sinais e sintomas leves. Tendência familiar
importante
Com ou
sem obesidade associada.
Diabetes Gestacional:
Surge
durante a gravidez
A
Incidência Global do Diabetes é Crescente:
1994 à
2000 – 59%
2000 à
2010 – 36%
Sintomas Principais
•
Poliúria (urina em excesso)
•
Polidipsia (sede em excesso)
•
Polifagia (apetite excessivo)
• Perda
de peso
Outros Sintomas
•
Fraqueza, sonolência, câimbras, formigamento e dormência nas
mãos
• Baixa
resistência às infecções e impotência sexual
Complicações agudas do diabetes mellitus:
•
Cetoacidose, coma hiperosmolar
Glicose
muito elevada, urina e sede em excesso, desidratação, suor
em excesso, confusão mental, podendo chegar ao coma e até ao
óbito.
•
Hipoglicemia
Glicose
muito baixa, suor em excesso, tremores, confusão mental,
agressividade, podendo chegar ao coma e até ao óbito.
Macroangiopatia:
•
Acometimento de grandes artérias pela aterosclerose
(coronária, cerebrais, membros inferiores)
Microangiopatia:
•
Retinopatia diabética (perda da visão, cegueira)
•
Nefropatia diabética (mau funcionamento do rim, redução da
urina)
Neuropatia:
•
Comprometimento dos nervos periféricos
Pé
Diabético
•
Soma de todas as complicações crônicas
Objetivos do tratamento do diabetes mellitus:
Mudança
do estilo de vida
•
Suspensão do fumo
•
Aumento da atividade física
•
Melhora dos hábitos alimentares
Controle
da glicemia:
Tratamento concomitante dos outros fatores de risco
cardiovasculares: pressão alta e colesterol alto
Manutenção do peso adequado
Redução
das complicações.
O Dr.
Sergio Paulo, responde algumas perguntas e coloca-se a
disposição quando necessário.
11:00h. Importância da Atividade Física no controle do
Diabetes e Qualidade de Vida. Palestrante: Professora,
Dafnne Cláudio Leque e Professor Tarin, de educação física e
judô.
A
Professora Dafnne Cláudio Leque, agradece o convite, e
inicia sua apresentação:
DIABETES MELLITUS E ATIVIDADE FÍSICA
FATORES DE RISCO NÃO CONTROLÁVEIS
Gênero (sexo);
Fatores genéticos;
Hereditariedade;
Raça / Etnia;
Reações auto – imune;
Idade
FATORES DE RISCO CONTROLÁVEIS
ESTILO DE VIDA:
Tabagismo;
Consumo de bebidas alcoólicas;
Sedentarismo;
Dieta Alimentar;
Atividade Física; Etc.
32 portadores de DM (13%DM1 e 87%DM2);
Entre 15 e 77 anos;
Residentes das cidades de Santos, São Vicente, Guarujá e
Cubatão; Tempo médio de diagnóstico: 13 anos.
100%
Acreditam que a prática de atividade física é benéfica para
o portador de DM
Sentem-se motivados para fazer atividades físicas.
53% sim
- 8% não - 19% à vezes
Praticam
atividades físicas / exercícios físicos
44% sim
- 50% não - 6% às vezes
A baixa adesão tem se mostrado como um dos grandes problemas
com que os profissionais de saúde tem que lidar, pois
necessita de tratamentos ao longo prazo, muitas vezes de
caráter preventivo. Cerca de 19% a 30% dos portadores de DM
aderem à prescrições de exercícios.
(FECHIO & MALERBI, 2004)
As aplicações de um programa de exercícios para esses
indivíduos (os portadores de DM) são fundamentadas na
adesão, devendo objetivar inicialmente a permanência dessas
pessoas no programa, seguido de um aumento de atividade,
pois esses grupos são conhecidos por não possuir um
histórico de prática regular de exercícios, e falta de
condicionamento é presente na maioria dos casos.
(NETTO, 2002)
Tratamento do Diabetes Mellitus
Alimentação Adequada + Exercícios Físicos + Uso de
medicamentos + Educação = Controle
BENEFÍCIOS IMEDIATOS
Elevação da captação de glicose pelos músculos;
Potencializa a ação da insulina e dos hipoglicemiantes
orais;
Com o aumento da sensibilidade da insulina pelas células, o
mecanismo dos glicotransportadores é facilitado (GLUT-4);
Maior captação da glicose no período pós – exercício
Redução da glicose plasmática por até 48 horas.
Aumenta a circulação sanguínea periférica
BENEFÍCIOS TARDIOS
Aumento de massa muscular ;
Aumento do glicogênio hepático e muscular;
Diminuição da gordura corporal;
Redução de alguns medicamentos na melhora do quadro
patológico.
Contração muscular “reverte” a resistência a insulina (comum
em DM2), afetando o processo de transporte de Glicose;
Redução de HbA1C (objetivo: ≤7%);
Melhora do perfil lipídico (LDL, HDL)
Redução de alguns fatores de risco das complicações do DM
(NETTO,2000;COSTA
e NETO, 2004; SBD, 2006; DULLIUS, 2007)
PROCEDIMENTOS INICIAIS PARA PRESCRIÇÃO DE EXECÍCIOS
AVALIAÇÕES: físicas(testes de esforços), antropométrica
(peso, % de gordura), nutricional, bioquímica
(triglicérides, colesterol, hemoglobina glicosilada, etc.) e
anamnese (histórico pessoal e familiar):
Horário
da aplicação da insulina e/ ou demais medicamentos;
Horário
de ação da insulina e / ou demais medicamentos;
Quantidade de aplicações e de dosagens medicamentosas
(insulina e/ ou medicamentos orais);
ADESÃO
aos componentes do tratamento.
Condicionamento / situação do diabético; traçar os objetivos
PRESCRIÇÃO DOS EXERCÍCIOS
Freqüência(dias por semana; nº de sessões);
Tipo de
exercício;
Duração
do exercício;
Intensidade do exercício;
ACOMPANHAMENTO:
Monitoramento da taxa de glicemica (antes durante e após o
exercício);
Locais
de aplicação da insulina (rodízio);
CUIDADOS:
Riscos
da atividade x condições do diabético;
Calçados;
Vestimenta;
Hidratação;
Bomba de
Infusão;
Hipo /
Hiperglicemia X Cetose;
PROTOCOLO DE GLICEMIA:
HIPERGLICEMIA
Antes e durante o treino:
>300mg/dl para portadores de DM1 e para DM2 >400mg/dl sem
cetose:
Realizar os exercícios com cautela
>250mg/dl com cetose:
Não treinar
Pós - treino:
Hidratar-se muito e aguardar 30’, se a glicemia não reduzir,
fazer a correção com insulina.
HIPOGLICEMIA
Antes e durante o treino:
<100mg/dl: ingerir CHO+fibras (ex:1 unid. de maçã 80g ou uma
barrinha cereal à tem
12g de CHO);
<100mg/dl:ingerir de 15 a 20g de CHO, esperar 30 a 35’ e
chegar se a glicemia esta acima de 120mg/dl
Pós - treino:
As hipoglicêmias tardias são muito comuns, costumam ocorrer
principalmente no período noturno ou 30’min;
4 horas, 12 horas e até 31horas depois de cessada a
atividade física.
DM E EXERCÍCIOS FÍSICOS:
Não comer CHO de absorção rápida ANTES de fazer exercícios,
esses são úteis para correções de HIPOGLICEMIA ;
Para correções de HIPOGLICEMIAS existe disponível o glucagon
injetável, porém pode haver efeitos colaterais vômitos ou
ânsia);
Exercícios muitos intensos, aumentam a glicemia durante a
sua realização, mas depois pode haver queda(ex: Exercícios
resistidos);
Usuários de bomba, devem retirá-las para esportes de contado
e colisões (ex: judô, boxe, basquete);
Insulino-dependentes devem evitar os exercícios durante o
período de “pico” da ação da insulina;
Pacientes portadores de HA, com retinopatia proliferativa
devem evitar exercícios que aumentam a pressão intra-
Abdominal (manobra de Valsava);
Transportar sempre açúcar puro em frasco ou em saco de
plástico na quantidade equivalente a 2 ou 3 colheres de
Sopa, ou glicose líquida (10 a 15g), para ser ingeridos
facilmente no caso de uma eventual hipoglicêmia
(ANAD, 2008; COSTA e NETO, 2004)
CONTRA INDICAÇÕES:
A
Hipoglicemia pode colocar a segurança em risco em
determinados esportes que requerem concentração e atenção
(ex: pilotar carros e motos);
Pode
haver dificuldades da correção de glicemia em alguns
esportes como mergulho, pára-quedismo, escaladas;
No
alpinismo, acima de 1.500 m os glicosímetros perdem a
precisão. Para executar esse desporto é necessário um
excelente auto conhecimento (por meio de auto
monitorizações) por parte do praticante; acima de 2.500 m os
sintomas de hipoglicêmia são muito evidentes;
Portadores de DM com retinopatia, neuropatia, nefropatia: é
aconselhável exercícios de intensidade leve, sem mudanças
bruscas de direção.
“Exercício é a parte divertida da terapia em diabetes. Pense
o quanto é” divertido “furar-se com uma agulha ou uma
lanceta, tomar comprimidos, ter de fazer mudanças em sua
dieta, possivelmente retirando alguns de seus alimentos
favoritos. Compare isto com um – igualmente importante para
a sua saúde – um jogo de tênis, ou com uma tarde de dança de
salão, um passeio de bicicleta ou uma marcha pela floresta,
um banho refrescante [...].Absolutamente, não há
comparação!” (GHAHAM et al. apud DULLIUS, 2007)
A professora Dafnne, convida para subir no palco a professor
Tarin, que juntos iniciam apresentações de slides com
atletas famosos portadores de diabetes, Por serem
diabéticos, Dafnne e Tarin, fazem depoimentos e estimulam a
pratica de atividade e exercícios físicos, respondem
perguntas, agradecem e encerram suas participações.
11:40h. Mesa/Debate: Composição da mesa: Dr. Sergio Paulo
Nascimento representando a Secretaria de Saúde de Praia
Grande; Valeria Setter Galvão, representando a Secretaria de
Saúde de Itanhaém / Promedi / RELAD; José Ricardo
Figueiredo; representando a RNPD; Antonio Gonçalves,
representando a Associação Doces Amigos. Planos municipais
para atender as demandas. Programas de educação em diabetes.
Direitos e deveres.
O Dr.
Sergio, falou sobre o andamento da saúde municipal, das
dificuldades nos repasses de verba estadual para aquisição
de fitas e glicosímetros, causando um grande fila de espera.
Comentou sobre a necessidade de padronização de insulina
análogas pelo SUS, que todo paciente deveria iniciar o
tratamento com as insulinas NPN e regular, pois além de
eficientes em muitos casos, são as que o MS padronizou,
vários casos que os médicos receitam as insulinas de ponta,
sem passar por estas.
Que o
município de Praia Grande só atende a solicitação de
insulinas análogas, quando tem a comprovação / laudo, que o
paciente não consegue controlar o diabetes com a NPH.
Comentou ainda, sobre a dificuldade do município em
preencher as vagas para médicos endocrinologistas. O Sr.
José Ricardo, comentou da sua preocupação com as pessoas,
sem tratamento adequado, vem às complicações que além de
desumano, é mais onerosa, que devemos cobrar os responsáveis
pelo desabastecimento de glicosímetro e tiras reagentes.
Pois o diabetes não espera. Comentou também que as insulinas
análogas não são sinônimos de menos picadas, pois a
quantidade de insulina regular e rápida são maiores, porém
há casos que o paciente consegue melhor controle. A Sra.
Valeria, comentou que além do fornecimento de medicamentos e
matérias de auto controle e aplicação, as pessoas têm que
participar de programas de educação, não adianta ter tudo, e
não saber usar, falou sobre o Programa de diabetes de
Itanhaém - Promedi, que todos os pacientes passam por um
programa educativo, com equipe interdisciplinar (previsto na
lei 11.347/06) e estão conseguindo melhor controle,
conseqüentemente melhor qualidade de vida. Comentou que
estes programas devem ser praticados por todos os municípios
com apoio da DRS IV. O Sr. Antonio Gonçalves, comentou sobre
a importância do cadastramento no hiperdia. O Sr. José
Ricardo, comentou sobre o bom relacionamento com a
secretaria de saúde, e que a Associação Doces Amigos,
estará formando um grupo local de trabalho para interagir
com esta secretaria, a fim de atender as demandas,
estimulando a participação no CMS.
12:20h. Lanche
12:55. A Associação de Diabetes Doces Amigos, através do seu
presidente, Sr José Ricardo, homenageou o Sr. Antonio
Gonçalves, com uma placa de honra, pelos expressivos
serviços voluntários prestados a comunidade.
13:00h. Terapia Nutricional para o diabetes. Palestrante:
Valeria Setter Galvão, Nutricionista e Educadora em
Diabetes.
A Nutricionista e Educadora em Diabetes, Valéria Setter
Galvão, agradece o convite, comenta que coordena o PROMEDI
de Itanhaém. Inicia sua apresentação:
Terapia Nutricional em Diabetes:
Alimentação é um dos fatores mais importantes em qualquer
fase da vida ,por exercer papel fundamental na promoção à
saúde do indivíduo. Deste modo, as orientações nutricionais
dispensas aos diabéticos do tipo 1,2 e gestacional, tanto
compensados como descondensados, consistem em um dos
elementos fundamentais para o sucesso terapêutico.
Dieta
para Diabéticos X Plano Alimentar Individualizado:
Sexo
Idade
Atividade Física
Antropometria
Parâmetros Metabólicos
Condições Fisiológicas
Objetivos da Terapia:
Manter:
Níveis
de glicemia na faixa de normalidade ou próxima, a fim de
prevenir ou reduzir os riscos de complicações do diabetes
Perfil
lipídico e lipoprotéico que reduzam o risco de doenças
macrovasculares
Níveis
de PA que reduzam o risco de doença cardiovascular
Melhora
na qualidade de vida.
Pirâmide Alimentar como Guia Saudável:
QUANTIDADE: Suficiente para atender as necessidades
do organismo
QUALIDADE: variedade para atender as necessidades
HARMONIA:
equilíbrio entre os nutrientes
ADEQUAÇÃO: apropriada as diferentes fases e
circunstâncias fisiológicas
CARBOHIDRATOS (CHO)
GLÍCIDES, HIDRATOS DE CARBONO, GLICÍDEOS
1
grama
= 4 cal
Função principal:
fornecer energia
Classificação:
simples: glicose, frutose, sacarose
complexos: amido, pectina, celulose
Fontes:
cereais, tubérculos
•Absorvido
rapidamente – nutriente de maior impacto na glicemia
•Impacto
na glicemia pós-prandial
•100%
CHO absorvido – glicose
PROTEÍNAS – PROTÍDEOS (PTN)
1grama =
4 cal
Função principal:
crescimento, renovação celular
Fontes:
Carnes, leite, ovos, leguminosas
•
absorção lenta
•
impacto na glicemia pré-prandial
• 60%
PTN absorvida – glicose
Lipídeos
Lípides
– Gorduras – Ácido Graxo (LP)
1 grama
= 9 cal
Função Principal:
Fornecimento de energia
Proteção
órgãos vitais
Veículo
para vitaminas (A,D,E,K)
Fontes
:
gorduras em geral
Classificação:
ac.
graxo saturado: gordura animal
ac.
graxo monoinsaturado: azeite de oliva.
ac.
graxo poliinsaturado: óleos vegetais
Absorção:
mais lenta
10%
absorvido – glicose
VITAMINAS E MINERAIS
Baixo
valor calórico
Essenciais nos processos metabólicos
Pequenas
doses: 2 a 4 porções de frutas
1 fruta
cítrica /dia
3 a 5
porções hortaliças cruas e cozidas
Recomendações Nutricionais:
MACRONUTRIENTES - INGESTÃO RECOMENDADA
VCT - DE
ACORDO COM AS NECESSIDADES
CHO - 60
A 70% + AGMI
FIBRAS -
20 GRS
GORDURAS
TOTAIS - ATÉ 30% VCT < 10% GORD. SATURADA ATÉ 10% GORD.
POLIN.
COLESTEROL - < 300 MG
PROTEÍNA
- 15 A 20%
SACAROSE
- SEM RESTRIÇÃO
SACAROSE
É UMA FORMA DE CHO MUITO CONCENTRADA, ABSORVIDA EM POUCO
TEMPO PELO SISTEMA DIGESTIVO E RAPIDAMENTE ALTERA A GLICEMIA
SUBSTITUÍDO POR ADOÇANTE NAS TERAPIAS CONVENCIONAIS
Influência dos Nutrientes no Controle Glicêmico:
Quantidade de CHO
Teor de
fibra
Preparo
do alimento
Componentes alimentares
Jejum
prolongado
Concentrações glicemias pós prandiais
ALIMENTOS DIET X LIGHT
Diet:
isento de sacarose
Light:
25%
menos calorias
É MUITO
IMPORTANTE LER OS ROTULOS DOS PRODUTOS / ACOMPANHAMENTO
NUTRICIONAL.
Recomendações Gerais
Ingerir
alimentos variados preferencialmente um de cada grupo em
cada refeição
Fazer 6
refeições ao dia
Não
ficar sem comer
Substituir açúcar por adoçante
Evitar a
ingestão excessiva de gorduras, embutidos e enlatados
Aumentar
a ingestão de fibras
Controlar o consumo de carbohidratos em uma mesma refeição
Controlar o consumo de sal, evitar temperos prontos
Iniciar
as refeições salgadas pela salada
Consumir
produtos dietéticos
Ler
atentamente o rótulo
Procurar
sempre um nutricionista para esclarecer dúvidas
“EXISTEM
VÁRIAS ABORDAGENS NUTRICIONAIS PARA O CONTROLE DO DIABETES,
E A MELHOR É AQUELA COM QUE O PACIENTE E O NUTRICIONISTA QUE
O ACOMPANHA SINTAM –SE CONFORTÁVEIS, ALÉM DE CONSEGUIREM O
MELHOR CONTROLE”.
Finaliza
agradecendo a Associação pelo convite, reponde algumas
perguntas, e se coloca a disposição sempre que precisar.
13:40h. Enfermagem, Técnicas e locais de aplicação,
armazenagem e transporte de insulina. Palestrante: Lilliane
Teles, Enfermeira.
A
Enfermeira Liliane Telles, agradece o convite e inicia sua
apresentação:
ASPECTOS IMPORTANTES NO MANEJO DA INSULINA
INSULINA
GUARDAR OU NÃO NA GELADEIRA?
LOCAL ADEQUADO:
INSULINA DE RESERVA
“GELADEIRA”
NA EMBALAGEM ORIGINAL;
TEMPERATURA: 2º A 8º C;
“NESTAS CONDIÇÕES, ATÉ A DATA DE VALIDADE DA CAIXA”
INSULINA EM USO
TEMPERATURA: “AMBIENTE”
PROTEGIDA DA LUZ (EMBALAGEM ORIGINAL)
EM LOCAL VENTILADO
“NESTAS CONDIÇÕES A VALIDADE É DE 30 DIAS”
TRANSPORTE PESSOAL:
INSULINA DE RESERVA:
TEMPERATURA DE 2º A 8º C;
ENVOLVA EM PLÁSTICO PARA PROTEÇÃO DA UMIDADE;
UTILIZAR
ISOLANTE TÉRMICO;
TRANSPORTAR SEMPRE EM EMBALAGEM DE MÃO EM TRANSPORTES
COLETIVOS;
INSULINA EM USO:
TEMPERATURA: AMBIENTE;
PROTEGIDA DE LUZ (EMBALAGEM ORIGINAL);
TRANSPORTAR COMO EMBALAGEM DE MÃO.
TRANSPORTE COMERCIAL:
TEMPERATURA: 2º A 8º C;
EMBALADAS EM MATERIAL PLÁSTICO;
UTILIZAR
ISOLANTE TÉRMICO.
CUIDADOS ESPECIAIS:
CALOR EXCESSIVO
FRIO EXCESSIVO
CHOQUE TÉRMICO E
MOVIMENTAÇÃO BRUSCA
“AFETAM A QUALIDADE E A AÇÃO DA INSULINA”
ATENÇÃO, FIQUE DE OLHO!
A absorção da insulina varia de pessoa para pessoa ;
Atividade física e o calor local aumentam a velocidade da
absorção da insulina;
Evite praticar exercícios em jejum e em horários de pico da
ação da insulina;
Nas grávidas, não há contra-indicação para a aplicação de
insulina na barriga.
A enfermeira Liliane, informou sobre a importância de fazer
rodízio nos locais de aplicação de insulina, para evitar
Lipohipertrofia e lipoatrofia. Ensinou também os locais de
aplicação de insulina. Respondeu algumas perguntas,
agradeceu e encerrou sua apresentação.
14:20h.
Controle Social – Direitos e Deveres. RNPD (Rede Nacional de
Pessoas com Diabetes). Apresentação: José Ricardo
Figueiredo, presidente da Associação de Diabetes Doces
Amigos e representante da RNPD.
O Sr. José Ricardo, Presidente da Associação Doces Amigos da
baixada santista, agradeceu a presença de todos, e iniciou
sua apresentação:
Políticas Públicas de Saúde
E
Controle Social no SUS
SUS-20 ANOS
Constituição Federal de 05/10/88
Art 196
A Saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo
mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução
do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e serviços, para sua
promoção, proteção e recuperação.
Lei 8080/1 990 – Artigo 4º
O conjunto de ações e serviços de saúde prestados por órgãos
e instituições públicas federais, estaduais ou municipais,
da administração direta e indireta, e das fundações mantidas
pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde –
SUS.
LEI 8080/90 ORGÂNICA DE SAÚDE
Universalidade: · o acesso às ações e serviços deve ser
garantido a todas as pessoas, independentemente de sexo,
raça, renda, ocupação, ou outras características sociais ou
pessoais;
Equidade: é um princípio de justiça social que garante a
igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou
privilégios de qualquer espécie .A rede de serviços deve
estar atenta às necessidades reais da população a ser
atendida;
Descentralização: consolidada com a municipalização das
ações de saúde, tornando o município gestor administrativo e
financeiro do SUS;
INTEGRALIDADE - significa considerar a pessoa como um todo,
devendo as ações de saúde procurar atender a todas as suas
necessidades.
Lei 8142/90
– Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão
do Sistema Único de Saúde – SUS... e dá outras providências.
Artigo 1º O Sistema Único de Saúde – SUS contará em cada
esfera de governo, sem prejuízo do Poder Legislativo, com as
seguintes instâncias colegiadas:
I. A Conferência Nacional de Saúde
II. O Conselho Nacional de Saúde
III. ............
Parágrafo 1º - O Conselho de Saúde em caráter permanente e
deliberativo.
CONTROLE SOCIAL
É a garantia constitucional da população
participar da formulação das políticas públicas e do
controle da sua execução,
em todos os níveis, do federal ao local,
através dos conselhos, com representação paritária entre
usuários, trabalhadores e governo.
É a capacidade da sociedade intervir na gestão pública,
colocando as ações do Estado na direção dos interesses da
comunidade.
POLÍTICAS PÚBLICAS
É o processo de construção daquilo que sai do privado e
passa para o interesse público.
É o conjunto de ações coletivas voltadas para a garantia dos
direitos sociais.
EXERCÍCIO DA CIDADANIA
A comunidade pode se inserir e participar através de
representações nos Conselhos de Saúde, Municipal, Estadual e
Federal.
O conselheiro é o sujeito coletivo que atua, age e participa
das decisões que afetam a comunidade e luta por seus
direitos, com caráter permanente deliberativo com avaliação
e fiscalização das ações de saúde, em sua área de
abrangência
"NADA PODE ACONTECER NA SAÚDE QUE NÃO ESTEJA NO PLANO. E
NADA PODE ESTAR NO PLANO SEM A APROVAÇÃO DO CONSELHO DE
SAÚDE".
PRINCÍPIOS DO CONSELHEIRO
ÉTICA
– Conjunto de princípios e disposições voltados para a ação
com o objetivo de validar as ações humanas.
VOLUNTÁRIO – É aquele que por interesse pessoal e
espírito cívico dedica parte de seu tempo, sem remuneração
alguma a atividades voltadas ao bem estar social (ONU ).
COMPROMISSO – Quando se assume o compromisso de ser
voluntário, deve-se cumpri-lo com assiduidade. e disciplina.
CONCEITO DE SAÚDE
1946 / OMS – Organização Mundial da Saúde
Um estado de completo bem estar Físico, Mental e Social
(Espiritual) dos Indivíduos
Ausência de Doença.
LEIS ESPECÍFICAS DO DIABETES
Estadual: 10.782/01
Federal: 11.347/06
RNPD – Rede Nacional de Pessoas com diabetes.
Um braço Político da Associação de Diabetes Doces Amigos da
baixada santista.
Objetivo: a formação e orientação de PONTOS FOCAIS
Objetivo da RNPD
Formar e capacitar
pessoas com diabetes ou ligadas ao diabetes...
...em todos os municípios brasileiros(pontos focais)...
...para exercer controle social em sua região ou
atividade...
Possibilitando assim o acesso a informação para todas as
pessoas
Municípios Brasileiros: 5540 ( 100%)
Cidades com associações : 220 (4%)
É fundamental a participação e envolvimento dos principais
atores deste processo:
“AS PESSOAS VIVENDO ou
CONVIVENDO COM DIABETES”.
A RNPD mantém representatividade junto aos órgãos públicos
como orientador e fiscalizador na defesa dos direitos das
pessoas com diabetes no país
Conselhos Municipais
Conselhos Estaduais
Conselho Nacional de Saúde
RNPD tem, atualmente:
18 mil pessoas cadastradas entre
pessoas vivendo ou convivendo com diabetes e
profissionais ligados à área de saúde, de 24 estados
brasileiros.
Em torno de 1000 Pontos focais entre RNPD e RELAD
A meta é atingir pessoas e profissionais de todos os
estados.
Princípio filosófico: troca de experiências e o incentivo à
formação de grupos de ajuda mútua, capacitação e orientação
em controle social.
Sua prioridade é a defesa dos direitos da pessoa com
diabetes e a criação de núcleos e encontros regulares
www.rnpd.org.br
E-MAIL.:
rnpd@rnpd.org.br
Ações
identificação de pessoas / cadastramento on line.
troca de informações
formação de multiplicadores
construção de políticas públicas
participação nos conselhos de saúde
realização de encontros estaduais e em macro regiões
atuar em parceria com Associação Doces Amigos na baixada
santista.
Associação de Diabetes Doces Amigos da baixada santista,
Entidade de fins lucrativos, e de utilidade pública, tem a
missão de “promover educação em diabetes aos portadores,
familiares e profissionais de saúde, favorecendo qualidade
de vida. Manter representatividade, juntos aos órgãos
públicos”.
Sede: Rua da Cidadania, 267 sala 7 – Centro – Cubatão
fone: 013 3361 2693
9786 8840
e-mail –
diabetes@docesamigos.org.br
"É meu desejo que a saúde seja realmente vista não como uma
Benção para ser alcançada, mas como um Direito Humano a ser
cumprido".
Kofi Annan
Ex-Secretario Geral da ONU
“O maior perigo não está na falta de interesse na política,
mas na desilusão que é se ver como um ser incapaz de
provocar mudança".
O Sr. José Ricardo, comentou sobre a importância das pessoas
participarem do controle social, através dos conselhos de
saúde. Comentou sobre a força da RNPD em aprovar a lei
federal 11347. Falou sobre a importância da formação do
núcleo Praia Grande, e colocou-se a disposição para uma
próxima reunião, para definir planos de ações. Respondeu
algumas perguntas e encerrou sua apresentação.
15:00h. Programa “Nosso aluno
com diabetes” – Palestrante: Maria do Carmo Mothé –
Educadora em Diabetes.
A Maria do Carmo, educadora em Diabetes, agradeceu o
convite, e iniciou sua apresentação:
"Projeto nosso aluno com diabetes"
Parceria: Associação de Diabetes Doces Amigos da Baixada
Santista e
Associação de Diabetes Juvenil - ADJ
Nosso aluno com diabetes
Aqui vamos esclarecer de forma objetiva as dúvidas mais
comuns sobre diabetes.
Você pode colaborar para uma adequada vida escolar do aluno
com diabetes e, contribuir
com observações para a descoberta de diabetes em outros
alunos!
O que é Diabetes:
O Diabetes é uma disfunção crônica que leva ao aumento da
glicemia (açúcar no sangue), por ausência ou falha na
produção de insulina, hormônio responsável pela entrada da
glicose (açúcar) nas células do organismo.
Quais os dois tipos mais comum de diabetes?
O tipo 1 é mais comum em crianças e adolescentes e nele o
pâncreas pára de produzir insulina.
E o tipo 2 é mais comum em adultos, onde há falha na
produção de insulina ou o organismo não
deixa que ela tenha uma adequada utilização.
Quais os sintomas?
Muita sede, muita fome, muita urina, desânimo e perda de
peso.
Estes sintomas podem ser observados antes do diagnóstico ou
quando o
controle glicêmico está inadequado.
O sucesso no controle do diabetes depende de quais fatores?
O sucesso do controle depende da monitorização da glicemia,
medicação oral / insulina, alimentação saudável, prática de
atividade física, apoio social e familiar além da educação
em diabetes.
O que é mon |