"Lembramos que as informações aqui contidas não são indicação de tratamento, pois somente seu médico tem competência para indicar uso de medicamentos ou procedimentos".

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Saiba Mais Sobre Diabetes e Sintomas...

          :: O que é Diabetes

          ::
Principais Sintomas

          
:: Atividades Físicas
                       :: Aplicação de Insulina

          ::
Alimentação Para Portadores de Diabetes

          
:: História do Diabetes

          ::
Utilização da Insulina - Primeiras Aplicações

 

 

 

O que é Diabetes

Um dos mais importantes processos metabólicos do organismo é a conversão de alimentos em energia e calor dentro do corpo. Os alimentos são constituídos de três nutrientes principais: Carboidratos; Gorduras; Proteínas. Podemos retirar energia de qualquer uma das três categorias mas os Carboidratos são especialmente importantes pois são rapidamente convertidos em glicose quando precisamos de energia. Entre as refeições o fígado, libera a glicose estocada para a corrente sanguínea. Assim, mantém normais os níveis de glicose no sangue. Para ajudar a penetração do suprimento de açúcar em cada célula do corpo, o pâncreas envia insulina para a corrente sanguínea, fazendo com que o hormônio chegue aos receptores de insulina na superfície das células. Só quando a insulina se liga à superfície das células é que estas podem absorver a glicose da corrente sanguínea. Quando o nível de glicemia ( açúcar no sangue ) aumenta após uma refeição, a quantidade de insulina ( chamada de insulina da hora da refeição ),também aumenta para que este excesso de glicose possa ser rapidamente absorvido pelas células. O fígado para de secretar glicose e passa a estocar glicose do sangue para usá-la posteriormente. Quando a insulina termina seu trabalho, ela se degrada. O corpo assim, tem que renovar constantemente seu estoque de insulina.

Diabetes Tipo 1

   No diabetes tipo I, ou insulino dependente as células do pâncreas que normalmente produzem insulina, foram destruídas.Quando pouca ou nenhuma insulina vem do pâncreas, o corpo não consegue absorver a glicose do sangue, as células começam a passar fome e o nível de glicose no sangue fica constantemente alto. A solução é injetar insulina sub-cutânea ( embaixo da pele ) para que possa ser absorvida pelo sangue. Ainda não é possível produzir insulina que possa ser administrada oralmente já que a insulina é degradada no estômago, em uma forma inativa. Não se sabe o que causa a destruição das células produtoras de insulina do pâncreas ou o porque do diabetes aparecer em certas pessoas ou em outras. Fatores hereditários parecem ter um papel importante mas o distúrbio, praticamente, nunca é diretamente herdado.

Diabetes Tipo 2

   Embora não se saiba o que causa o diabetes tipo 2, sabe-se que neste caso, o fator hereditário tem uma importância bem maior do que no diabetes tipo 1, também existe uma conexão entre a obesidade e o diabetes tipo 2, embora a obesidade não leve, necessariamente ao diabetes. O diabetes tipo 2 é um distúrbio comum, afetando de 5 a 10% da população mundial.

 

Principais Sintomas
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Diabetes

Perda de peso, fome e sede excessivas, vontade de urinar a toda hora, muito desânimo, coceira em certas partes do corpo ( principalmente nos órgãos genitais ) e distúrbios visuais. Ao sinal desses sintomas, procure seu médico.

Hiperglicemia

   É a elevação dos níveis de glicose no sangue. Muitos não sabem, mas uma glicemia acima de 160 mg/dL, já é considerada como hiperglicemia. Ela acontece, principalmente quando o tratamento medicamentoso se torna insuficiente para sua alimentação e atividades diárias.

Causas

   Dose de medicação inferior à necessidade; Caso o uso de sua medicação não seja mais a indicação para seu caso; Abusos alimentares; Na ocorrência de gripes ou infecções em geral .

Complicação Sintomas

Microangiopatia: comprometimento dos vasos capilares: nefropatia e retinopatia.

Macroangiopatia: Comprometimento dos vasos arteriais: deficiência circulatória no cérebro, coração e membros inferiores.

Retinopatia:Alteração na visão; Pontos flutuantes; Dificuldade de enxergar de dia; Pressão ou dor nos olhos; Hipersensibilidade à luz; Anéis ou halos coloridos.

Nefropatia: Presença de albuminúria persistente Excreção de albumina > 300 mg/dL, na ausência de outro distúrbio renal.

Neuropatia: (formigamentos): Impotência sexual Alterações: Digestivas; Urinárias;Circulatórias; Ressecamento da pele; Lesões ulcerosas de pernas e pés, etc.

Problemas de saúde a longo prazo: Altos níveis de glicose no sangue podem provocar alterações nos nervos e nos grandes e pequenos vasos sanguíneos. O Diabetes também pode diminuir a resistência do corpo em combater infecções. Quem tem Diabetes e mantém a glicemia elevada está mais propenso a ter sérios problemas oculares, doença renal, ataques cardíacos, derrame cerebral, pressão alta, má circulação, formigamento nas mãos e nos pés, problemas sexuais, amputações e infecções. O bom controle do Diabetes pode ajudar a evitar esses problemas.

Mudanças saudáveis no estilo de vida: Aprender o máximo possível e a realização de mudanças saudáveis, ajuda a administrar de forma eficaz o Diabetes Selecionar um plano alimentar balanceado e rico em carboidratos complexos Diminuir a gordura da alimentação Escolher cuidadosamente a hora das refeições Monitorizar a glicemia de acordo com a recomendação do médico Realizar exercícios de baixo impacto como caminhada, natação e ciclismo É muito importante seguir as recomendações do médico. Consulte-o sempre.

Hipoglicemia

   A hipoglicemia é a queda excessiva de açúcar no sangue. A aparição dos sintomas é rápida e os níveis de glicose no sangue estarão abaixo de 70 mg/dI.

Causas

   Excesso de exercícios físicos; Falta de uma refeição regular ou fora do horário; Pouca quantidade de alimentos; Vômitos ou diarréia; Administração de alta dose de insulina ou ingestão de maior quantidade de hipogliceminantes orais; Consumo de bebidas alcoólicas.

Sintomas da Hipoglicemia

   Fome súbita; Fadiga; Tremores; Tontura; Taquicardia; Suores; Pele fria, pálida e úmida; Visão turva ou dupla; Dor de cabeça; Dormência nos lábios e língua; Irritabilidade; Desorientação; Mudança de comportamento; Convulsões; Perda do conhecimento. Em caso de suspeita de hipoglicemia, você pode notar um ou mais desses sintomas. Ao detectar o(s) sintoma(s) deve-se proceder da seguinte forma: O objetivo é elevar o nível de açúcar no sangue. Se possível, verifique sua glicemia com tiras reagentes. Este teste mede o açúcar no sangue. Não é aconselhável fazer este teste na urina, pois o resultado não é confiável no momento da hipoglicemia. Você deve: Ingerir algum alimento, copo de leite, suco de frutas ou refrigerante. Se após 10 minutos os sintomas não melhorarem, beber água com açúcar, comer chocolate, uma bala ou tabletes de glicose. Seu médico pode ainda indicar para estas situações o medicamento Glucagon injetável. O Glucagon libera glicose no sangue. O alimento deve ser dado quando o diabético estiver consciente e for capaz de engolir, nunca quando estiver inconsciente. Quando o diabético estiver inconsciente, deve ser feito o seguinte: Colocar na boca, no lado interno da bochecha, açúcar ou mel. Friccione a parte interna da bochecha para facilitar a absorção. Estas medidas devem ser imediatas, por isso você deve informar às pessoas que convivem com você: colega de escola ou trabalho, familiares e amigos. Eles podem salvar sua vida. Se após essas medidas, o diabético continuar inconsciente, leve-o imediatamente ao Pronto-Socorro mais próximo, informando ao médico plantonista o antecedente de diabetes, os sintomas da hipoglicemia que a pessoa apresentou e o que já foi feito até o momento. Seguramente, ele administrará glicose endovenosa e verificará a glicemia. Quando a reação terminar, o diabético deve ingerir algum alimento de absorção lenta, como um sanduíche, bolachas, uma fruta ou outro alimento que tenha costume de comer normalmente.

Como evitar a Hipoglicemia

   Programe suas atividades físicas; Ingerir alimentos extras antes de exercícios físicos; Cumprir o plano alimentar: horário, quantidade e qualidade dos alimentos; Em caso de vômitos e diarréia, informe seu médico imediatamente; Utilizar a medicação prescrita nas doses e horários indicados pelo médico; Evitar bebidas alcoólicas.

 

Atividades Físicas
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    Uma maneira de ajudar a controlar o diabetes é fazer exercícios. Nível alto de açúcar no sangue e peso acima do esperado podem piorar o diabetes e ocasionar enfermidades do coração e das artérias.

   Escolha uma atividade que você goste. Você não vai querer fazer se não for agradável. Os exercícios ajudam você a sentir-se melhor e ter melhor aparência, reduzir o estresse e ter músculos e ossos fortes.

    Consulte seu médico sobre qualquer dúvida em relação às atividades físicas. Ele é a pessoa ideal para lhe ajudar.

 

Aplicação de Insulina
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    Existem locais seguros para a aplicação de insulina e eles foram selecionados porque permitem a deposição da insulina exatamente no local onde ela deve acontecer ( no subcutâneo ), desde que se utilize uma técnica adequada de injeção. É importante salientar que deve haver um rodízio nos locais de aplicação de injeções,uma vez que, quando uma mesma área é utilizada muitas vezes, pode sofrer problemas degenerativos locais e até mesmo prejudicar a absorção da insulina.

   * Parede Abdominal exceto a áreas de 5cm ao redor do umbigo.

   * Coxas face anterior e lateral.

   * Braços região lateral e posterior.

   * Nádegas região superior

    IMPORTANTE - Confie apenas em seu médico para lhe dar instruções sobre o método de aplicação e o tipó de insulina mais adequado ao seu caso.

 

 

 

 Alimentação para Portadores de Diabetes
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        A alimentação é um dos pontos fundamentais no tratamento do Diabetes. Ela deve ser individualizada levando em consideração o estado nutricional do paciente e hábitos de vida, possibilitando o melhor controle metabólico.

         A pirâmide dos alimentos expõe, como deve ser a disposição dos alimentos e devem ainda:"Ingerir alimentos variados, preferencialmente 1 de cada grupo em cada refeição."Fazer 6 refeições dia;"Não ficar sem comer;"Substituir açúcar por adoçante;"Evitar a ingestão excessiva de gorduras;"Aumentar a ingestão de fibras (casca e bagaço quando possível, cereais integrais, etc)."Controlar o consumo de carboidratos numa mesma refeição (pão, macarrão, arroz, batata e etc)."Atenção ao índice glicêmico dos alimentos;"Iniciar a refeição salgada pela salada;"Ingerir frutas (3 porções / dia) sempre acompanhada de outros alimentos;"Consumir produtos diet;"Ler atentamente o rótulo dos produtos industrializados;"Procurar sempre a ajuda profissional para esclarecer dúvidas

.Fonte: Nutricionista, Valeria Maria Setter Galvão - CNR3 - 2843

 

 

 

História do Diabetes - Primeiros Relatos
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    Ao longo do tempo, a dedicação ao Diabetes de vários profissionais do Brasil e do mundo têm proporcionado descobertas fantásticas para o controle dos níveis glicêmicos. Atualmente, podemos dizer que a longevidade e a prosperidade são conquistas certas para aqueles que seguem o tratamento correto. O conhecimento na área se tornou tão amplo, que passou a merecer o empenho integral de alguns profissionais da endocrinologia. Não é à toa que, recentemente, se tornou comum o termo diabetólogos, para denominar esses profissionais.

Os primeiros relatos datam da era egípcia. Entre os hebreus há relatos com suspeita da ocorrência do diabetes gestacional. Desde a circuncisão de Abraão, aos 99 anos, inúmeras práticas endócrinas foram relatadas. O aborto, por exemplo, era permitido se a gestação representasse risco para a vida da mãe.

No entanto, somente cerca de 2000 mil anos depois, por volta de 70 d.C, o médico Areteu da Capadócia, na Grécia, conseguiu descrever o diabetes. Areteu observou que aquele silencioso problema desenvolvia quatro complicações: muita fome (polifagia), muita sede (polidipsia), muita urina (poliúria) e fraqueza (poliastenia). Areteu observou também que, quase sempre, as pessoas com esses sintomas entravam em coma antes da morte. Era algo “grave e misterioso”. Afinal, mesmo com a fartura de alimentos que entravam pela boca, a falta de energia corporal permanecia.

Desde Areteu – num período de 1600 anos – a Medicina não evoluiu no estudo do diabetes. Só em 1670 é que o médico inglês Thomas Willis descobriu, provando a urina de indivíduos que apresentavam os mesmos sintomas, que ela era "muitíssimo doce, cheia de açúcar".

Em 1815 o Dr. M. Chevreul demonstrou que o açúcar dos diabéticos era glicose. Por esta razão, os médicos passaram a provar a urina das pessoas sob suspeita de diabetes. Desde essa altura a doença passou a chamar-se "diabetes açucarada" ou "Diabetes Mellitus". A palavra "Mellitus" é latina e quer dizer "mel ou adocicado".

Posteriormente, em 1889, dois cientistas alemães, Von Mering e Minkowski, descobriram que o pâncreas produz uma substância, ou hormônio, capaz de controlar o açúcar no sangue e evitar os sintomas do diabetes. Antes, no entanto, ainda não se tinha o conceito de hormônio ou secreção interna. Em 1849, Arnold Adolph Berthold (1803-1861), fisiologista em Goettingen, por meio de experiências realizadas em galos demonstrou a existência de vazamento de “alguma substancia interna”.

Mas foi Claude Bernard, em 1949, que usou pela primeira vez o termo “secreção interna”. A denominação Endocrinologia entrou em uso no século XX, derivada de endon (interno) e krino (separar), ambos do grego clássico. O termo hormônio foi utilizado pela primeira vez pelo Prof. Ernest H. Starling. Desde então já havia relatos de que o mau funcionamento do pâncreas seria o responsável pelo diabetes.

 

 

 

 

 Utilização da Insulina - Primeiras Aplicações
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      Era verão de 1921,em Toronto, Canadá. Após várias tentativas de outros cientistas, o médico Frederick Grant Banting (na foto à direita) e o bioquímico Charles Herbert Best (à esquerda) conseguiram, finalmente, reduzir a glicose no sangue de um cão diabético. Curiosamente, através do chamado “melhor amigo do Homem” estava sendo descoberta a insulina, até hoje a grande aliada dos portadores do diabetes.

 

 

 

 

 

 

 

Em 1922, Leonard Thompson, 14 anos, foi o primeiro ser humano a ser tratado com insulina. O diabetes havia sido diagnosticado há dois anos e o garoto era submetido à inanição por uma dieta restritiva - método terapêutico usual na época.

Sua primeira injeção intramuscular não obteve sucesso, mas a segunda tentativa, algum tempo depois, com um extrato mais purificado, alcançou o objetivo esperado, reduzindo a glicose no sangue e permitindo um tratamento a longo prazo. Com a condição de que se estabelecesse um comitê para o controle de produção da insulina - nome derivado do termo latino insula (ilha), por se originar de células pancreáticas semelhantes a pequenas ilhas, quando vistas através de microscópio -, os descobridores do seu método de extração passaram a patente para o Conselho Diretor da Universidade de Toronto. Em 1923, o medicamento foi licenciado na Alemanha, Dinamarca e Áustria, ficando disponível para médicos e pacientes. De lá para cá foram muitas as mudanças no conteúdo das ampolas.

 

 

 

 

 

 

Divisor de Águas

O momento da descoberta da insulina foi um divisor de águas na história do diabetes. Antes, os pacientes não tinham perspectiva de vida a longo prazo. Ficar diabético soava como uma condenação. Mas essa situação demorou a mudar. Alguns anos após a grande façanha de Banting e Best a doença ainda soava muito ameaçadora.

Em 1935, Rogério de Oliveira tinha três anos de idade. Já livre das fraldas, uma ocasião voltou a fazer xixi na cama, como nos tempos de bebê. As formigas atraídas por sua urina ajudaram no diagnóstico, feito por um médico, em Lisboa, onde o então menino passava férias. "O especialista disse que seria melhor se eu tivesse caído da escada... Meus pais ficaram apavorados!", conta ele, que cresceu saudável, está com 68 anos e é médico endocrinologista no Rio de Janeiro, especialista em diabetes.

Durante todos esses anos o Dr. Rogério de Oliveira testemunhou os avanços na fabricação da insulina. Ele diz que, antigamente, devido à pouca pureza do medicamento, era mais freqüente acontecer uma hipoglicemia sem que fosse percebida. "Hoje em dia está tudo bem melhor. Com as insulinas humanas é possível um maior controle do diabetes. Além disso, as agulhas são menores e as seringas, descartáveis – as de vidro davam muito trabalho”, lembra.

 

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